... ...
Olá! Nesse blog você vai encontrar textos escritos por mim... são tentativas às vezes frustradas de escrever bem, mas ei, pelo menos eu tento, né?



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Domingo, Outubro 02, 2005


Acho que prometi postar isso aqui..

é um texto reflexivo não-auto-biográfico.

Feito em Cabo Frio, em fevereiro de 2005


Conjecturas
Lívia Aguiar


O mundo estava vazio. Nada mais que fantasmas o habitavam. Tudo era silêncio.
Saí na rua e me senti incomodada por romper o silêncio com o estalar de meus chinelos. Apenas os efêmeros barulhos da cidade, como o rugir de um carro, vozes ensandecidas escapando das casas e os rumores dos gatos entrando e saindo de seus refúgios, competiam com a cadência de meus passos. O barulho deles me incomodava tanto que chegava a doer. Mas não havia como fazê-los parar.
Precisava caminhar, gerar movimento, sair da inércia estática. Estava inquieta demais para permanecer em casa e o meu trabalho me chamava às ruas. Pensei, Devia ter escolhido uma localização melhor, mas meu alvo circulava há tempos por aquela cidade litorânea. Tinha de terminar de colher seus dados e passá-los adiante. Incrível perceber que, quando quero, ninguém nota minha presença. E todos a notam quando preciso. Manipular as pessoas era um passatempo, até que virou uma profissão.
A única que me abandonava e depois voltava era a Lua. Ela me acompanhou no meu trajeto até se pôr prematuramente no horizonte. Eu já deixara para trás tantas pessoas, tantas cidades. É impossível manter-me em um lugar fixo. Se for presa um dia, enlouquecerei.
Um poeta disse que nenhum homem é uma ilha. Pois eu acho que todos formamos um arquipélago. Algumas ilhas são mais juntas das outras que outras. Todas têm um mistério, mais fácil ou difícil de solucionar. As mulheres são particularmente mais misteriosas, mas por ser mulher posso compreender mais que outros colegas de trabalho. Uns morrerão antes de entender as atitudes mais triviais da mais simples das mulheres.
Os homens misteriosos são os mais interessantes. Gosto particularmente dos que me dão meses de trabalho. Esse já me ocupa há três semanas. O acompanhei desde Jacarta até aqui.
Aproveitei o momento de caminhada para me identificar, me reconhecer, provar que ainda existia humanidade e respeito em mim.Acho que nunca me compreenderei como compreendo as outras pessoas. O autoconhecimento é muito difícil.
O silêncio do mundo foi sendo substituído pela balbúrdia humana. Aproximava-me do único local vivo em uma extensão de quilômetros.
Entrei no bar abarrotado de criaturas noturnas e identifiquei-o à esquerda, no fundo. Sentei-me à direita de sua mesa, abri o laptop e comecei a digitar.



tec-tec-tec-tec-tec..

escrito por (:Lily:) às 8:45 PM
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Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Desculpa, a hitória chegando ao fim e eu esquecendo de postar.. Galvão, foi mau!

O rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) ficou sem palavras. Por pouco tempo. Depois desandou a falar:
-Cê vai se casar? E a Igreja? E a sua mãe? Como você a conheceu? Quando? O que significa isso? Precisam do quê? Querem me infartar, é?
-Calma, pai. A conheci na minha viagem pelo continente. Ficamos sete meses viajando juntos. Ela é a sétima princesa do Reino de Xadrez, se chama G-isele Black Jack Xatreng. Eu a amo e quero casar o mais rápido possível. O sacerdócio num me agrada. Cê nos dá sua bênção?
O rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) parecia confuso. Informação demais de uma só vez, aparentemente. Por fim, ele se levantou da cadeira onde jogava paciência e disse:
-Tudo bem, mas tem que ser rápido, antes que sua mãe apareça.
E foi. Com um piscar de olhos, o rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) conseguiu os papéis de casamento e de transferência de terras. Daria a ilha à nordeste do reino para Plínio e Gisele. Chamou um homem baixinho, que Gisele vira na fronteira de Paciência, para testemunhar.
-Ah, - ele falou se divertindo para Plínio ¿ ainda bem que a rainha Driselda não está aqui. Ia dar um escândalo... E as terras serão boas, vão te isolar da sua mãe!
-Pai, num precisa, não sei se quero ser rei. Posso muito bem viver como um súdito normal.
-Bobagem, deve se casar direito, sair da sombra do seu irmão. ¿ disse ignorando o filho e estendendo um documento para ele - Assine aqui a transferência.
E assinou. Depois, o rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) os fez ajoelhar e disse solene:
-Eu, Pedro Platão Patience, pelos poderes investidos a mim por Deus, os nomeio, Plínio Pedro Patience e G-isele Black Jack Xatreng, marido e mulher. Soberanos da ilha de... ¿ o rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) perguntou em tom baixo ¿ Qual o nome dará ao seu reino?
-Crapô, o nome da Paciência de Dupla que inventei com o Matias.
-Sério? ¿ ele perguntou em dúvida. Aparentemente o nome era muito bisonho para ele ¿ Soberanos da ilha de Crapô. Amúm.
Nesse momento, a rainha entra magistral na sala de audiências, onde era realizada a cerimônia improvisada.
-Que fuzuê é esse no meu palácio? Cadê o Pliniozinho, preu fazê dele padre?
-Estou aqui, mamãe, mas num posso ser padre, estou casado com a mulher que amo, esta que tá aqui do lado.
A rainha fez um chilique tão grande, mas tão grande que nem cabe contar nessa história, ela seria proibida para menores de 21 anos.
Certo é que ela bufou, reclamou, sapateou, mas não conseguiu o que queria. Seu filho já estava casado.
Paulo, irmão de Plínio, foi o primeiro a lhe dar os parabéns. Era um bom homem, afinal. Apenas gostava muito de Paciência para largar tudo e viajar por aí. Ainda bem, se não, quem governaria aquele reino tão importante?
Casados, Plínio e Gisele foram passar a sua lua-de-mel nas Estradas Errantes, conhecendo o continente todo e se divertindo sempre. Aprendendo os diversos jogos e conhecendo diversas pessoas.
Quando passaram por Xadrez, Gisele apresentou seus pais a Plínio e ganhou a bênção de seus pais. Os súditos de Xadrez nunca a perdoaram, mas James saiu do armário (no bom sentido) e contou que também não gostava de Xadrez, indo morar no reino de Crapô.
A ilha virou sinônimo de tolerância. Joga-se o que se quer, quem quer. Não há o culto a um jogo só, como nos outros países do Continente Lúdico. Lá, os cidadãos podem ser o que querem. Plínio fez dessa a sua primeira lei.
Quem diria, Plínio até que foi um bom rei, mas gostava mesmo de viajar, dentro e fora de seu Reino. Sua natureza cosmopolita e distraída não saiu dele. Imagine que outro dia procurou pelo pijama que levava vestido?
Ainda bem que Gisele o compreende e ajuda sempre que comete algum erro de distração. Ela é a rainha do background.
Matias é o primeiro ministro de Crapô e governa sabiamente quando Plínio viaja, ou se esquece que é rei e dorme até mais tarde.
Paulo conheceu e se casou com B-eatriz Black Jack Xatreng, segunda princesa de Xadrez, e reina o Reino de Paciência com alegria e moderação. Seu pai Pedro Platão se separou da rainha mandona, que hoje é cozinheira do palácio e já manda nas outras cozinheiras. Pau que nasce torto permanece torto.
Gisele e Plínio têm uma filha, que, quem diria, não gosta de Crapô. Mas isso é uma outra história.


e FIM!



Ufa, foi quase um parto isso aqui.. ainda vou mudar algumas coisas, acho que o sotaque do reino de paciência vai cair... num sie. no mais, é isso aí! Algum comentário?

escrito por (:Lily:) às 5:41 PM
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Quinta-feira, Agosto 11, 2005


Agora, estamos chegando ao fim...............


Chegaram a Rei de Paus na noite que Plínio chegara, algumas horas depois. A festa estava sendo preparada e Gisele se ofereceu para trabalhar como atendente de mesa. Contratada na hora armou um estratagema para falar com Plínio.
Antes das comemorações começarem, entrou na ala dos quartos do palácio, com suas roupas de serviçal, e encontrou o quarto do príncipe.
Ele estava lá, olhando para a janela, como um rato assustado pensando em um meio de escapar.
-Plínio?
-Não, não quero nenhuma bebi.... Gisele? O que cê tá fazendo aqui?
-Te procurando! Como você está?
-Com medo. Não quero te perder, mas não posso me casar com uma simples camponesa de Damas, apesar de não ter nenhuma real chance de ser rei, sou da Família Real. Minha mãe já acertou todos os detalhes pra a minha entrada na Igreja sem mim. O que farei?
-Não se preocupe com o fato de eu não ser nobre, na verdade sou a sétima princesa de Xadrez, G-isele Black Jack Xatreng.
-Sério? ¿ Ele parecia atordoado, de uma maneira boa ¿ Como isso? Por que nunca me contou?
-Pelo mesmo motivo que você não me contou. Medo de ser reconhecida, tratada diferente, algo do tipo. - Ela ainda não contaria o real por quê de ter escondido sua identidade. ¿Talvez mais tarde¿, ela pensou.
Ele a abraçou forte e a beijou. Nunca as coisas pareciam tão certas. De repente, lhe ocorreu uma idéia. Tinha que encontrar seu pai a sós. Sua mãe não permitiria, não depois de tanto trabalho com sua nomeação a bispo.
-Se Vista como uma nobre, darling. Hoje nos casamos.
-Hoje? ¿ ela estava surpresa, perplexa.
-Não quer casar? ¿ Perguntou inseguro ¿ Não me ama?
-Na verdade, é o que sonho desde que passamos por Vinte e Um. ¿ Ela respondeu sem titubear. Ele ficou mais feliz que achou ser possível.
-Então será hoje, antes que seja tarde pra mim.
Plínio encontrou seu pai no Hall ao lado da sala do trono. Estava ocupado em um jogo de Paciência particularmente espinhoso. O rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) era um homem alto, magrelo, de ralos cabelos brancos, uma barba comprida e hirsuta.
-Meu filho! Me ajuda aqui nesse jogo. Paulo já veio e num me deu solução.
-Mais tarde, papai. Preciso te contar uma coisa.
Sem olhar para cima, o rei disse:
-Diga, meu filho, diga. ¿ disse ele sem tirar os olhos da mesa.
-Pai, olhe para cá e contemple a minha futura esposa.
Gisele estava na sala de audiências, ao lado do Hall. Já havia trocado de roupa e esperava Plínio abrir a porta da sala para entrar no cômodo onde o rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) estava. Ao dizer a última palavra, Plínio abriu as portas da sala de audiências. Gisele estava lá, linda, com um vestido longo preto e laranja, devidamente bordado e rendado.

Oh, e agora??

escrito por (:Lily:) às 5:05 PM
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Quinta-feira, Agosto 04, 2005


desculpe a demora.....
já está aí mais uma parte do seu texto favorito! uhshuasuhauhsuahs [pretensiosa, não?]



-Cê sabe jogar isso? ¿ ele parecia muito surpreso.
-Sei, e gosto muito. Por que? ¿ Gisele pensou ¿Hum, acho que ele não é um ¿guia joguístico¿. Ops.. vou pedir desculpas e sair....¿
-Só eu e outra pessoa conhecemos esse jogo. Aliás, ele ainda está em fase de aperfeiçoamento. Num tá completo ainda.
Gisele já se preparava para pedir desculpas, mas ao ouvi-lo falando isso, sentou-se novamente.
-Não me diga que você conhece o príncipe Plínio?
-Somos melhores amigos. Ele ficou de retornar de viagem hoje, mas ainda num apareceu.
-Sinto muito, mas ele voltou para a capital, levado pelo irmão. Eu viajava com ele pela Estrada Errante Circum-ocidental.
-Maldição... Ele não queria ser encontrado por eles antes de falar comigo. Pelo menos foi o que ele me falou na carta dele. Você é a Gisele?
Ele terminou de armar a Paciência enquanto falava. E já fizera o primeiro movimento. A conversa se deu enquanto jogavam.
Gisele ficou surpresa com suas palavras.
-Sou. Como você sabe?
-Ele me falou que viajava concê. Me escrevia toda semana. Cê gosta dele?
- Direto, você, hein? Não sei mais, ele me abandonou aqui, estou magoada com ele.
-Ah, pode ter certeza que não foi culpa dele. Nas cartas ele parecia muito apaixonado por você... O irmão deve ter feito ele ir. Provavelmente forçado pela mãe. Aliás, me chamo Matias Solitaire, Duque de Copas.
-G-isele Black Jack Xatreng, sétima princesa de Xadrez.
-Sério? Cê é nobre? E o Plínio sabia disso?
-Não, me apresentei apenas como Gisele. Foi no começo da viagem. Eu também não sabia que ele era príncipe até sumir ontem.
-Puxa vida, que confusão, hein? Está disposta a reencontrar com ele? ¿ Matias parou abruptamente e mirou a mesa de jogo - Espera aí, que movimento é esse no jogo?
A Paciência seguia seu rumo. Gisele jogava normalmente, aparentemente nada errado.
-O Plínio me ensinou assim. Como você faria esse movimento?
-Na verdade, num faria. Ele deve ter criado isso durante a viagem. Queria viajar para se livrar da mãe e levou esse jogo inacabado pra aperfeiçoar. Não me contou nas cartas que havia criado esse movimento. Brilhante. ¿ ele começou a contemplar o jogo, perdido em pensamentos. Depois percebeu do que estava falando - Voltando ao papo.. você está disposta a buscá-lo em Rei de Paus?
-Se ele ainda gostar de mim, sim. Se não, sigo viagem na próxima Estrada Errante que passar.
-Se quiser, posso te levar à capital. Lá a Estrada Errante também passa. Que tal fazer uma pequena viagem?
-Tudo bem. Quando partimos?
Os ânimos de Gisele afloravam. Plínio poderia gostar dela, afinal. Já estava mais feliz.
-Só preciso te conseguir um cavalo. Você sabe montar?
-Desde pequena. Era o Cavalo no Xadrez Humano Real. Quanto tempo a viagem demora?
-Dois dias. E chegaremos quase ao mesmo tempo que o cortejo real. Eles viajam muito devagar, tem cavalo e gente demais nos cortejos reais.
Prepararam tudo e saíram ao anoitecer. Não podiam perder mais um dia de viagem. Foi uma jornada tranqüila. Paravam pouco, apenas para descansar os cavalos e comer. Dormiram no segundo dia em uma estalagem em Sete de Ouros. As notícias corriam. Aparentemente, a rainha e o rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) preparavam uma festa comemorando a entrada de Plínio na Igreja. Seria bispo de Ás de Espadas, no extremo leste do país. E ele ainda não havia nem aceitado virar sacerdote, ou sequer chegado à capital e falado com os pais.



Run baby, run baby, run baby run now!! [musiquinah legal...]

escrito por (:Lily:) às 7:34 PM
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Sábado, Julho 16, 2005

Tô com sono hoje, preguiça também.. férias faz isso com as pessoas.. hehehehehehe
ah, vou na esopo hoje! Lindo, lindo, lindo!
Mas chega de enrolação, vamos ao que interessa.....



Resoluta, pediu um quarto para passar a noite até a próxima trilha circum-ocidental. Completaria a volta pelo continente e pararia novamente em sua casa na fronteira entre Damas e Xadrez.
Conversou ainda no bar da hospedaria por muitas horas, conhecendo o reino e ouvindo histórias sobre a Família Real.
Soube tudo sobre o rei (¿Longa vida, nosso soberano¿) manso, mas meio louco, sobre a rainha mandona, que era quem realmente governava, sobre o príncipe mais velho (provavelmente aquele homem nos jardins do palácio do governo) e sua versatilidade: era bom em paciência, um comandante de exército justo e um ótimo partido, segundo a mulher do dono da hospedaria. E ouviu sobre Plínio Pedro também, um distraído, mas bem quisto príncipe, fadado ao sacerdócio ou a uma vida sem títulos à sombra do irmão.
Foi dormir tarde da noite, triste por seu amor perdido. Sentia-se desorientada, a viagem seria muito diferente de agora em diante. Além do mais, quando passaria outra Estrada pela cidade? O Reino de Xadrez estava muito distante do de Paciência. Será que teria dinheiro para ficar na estalagem até ela passar? Teria que arrumar um trabalho. Apostar para sobreviver era muito arriscado.
No dia seguinte, a raiva de Plínio passara um pouco. O espírito prático e precavido da princesa aflorava novamente.
A primeira coisa que fez foi procurar um emprego. Perguntou ao dono da hospedaria, que descobrira ser o barbudo da outra noite, onde haveria alguma coisa para ela.
-Talvez na praça você encontre alguma coisa. Ou na cozinha da prefeitura.
Resolveu ir à prefeitura primeiro, mas infelizmente não havia trabalho para uma desconhecida que não sabia cozinhar as comidas típicas do reino. ¿Também, umas coisas esquisitas, como mariscos com batatas, cebolas e cabeça de bacalhau. Afinal, o que é bacalhau?¿.
Na praça, sua sorte não foi melhor: nada. Mas encontrou um homem em uma mesa armando a Paciência de dupla que Plínio jogava com ela. Ele tinha pele negra, cabelo estilo Black Power e olhos castanho-escuros profundos. Sentou-se à sua frente. Achou que era um daqueles ¿guias joguísticos¿ normais das cidades.
-Posso jogar com você? ¿ O homem pareceu surpreso, como se ela o tirasse de pensamentos profundos ¿ Desculpe ser tão intrometida, mas vi que está armando uma Paciência de dupla e estou muito cansada de procurar emprego por aí. Então, posso jogar com você?



hehe.. o que estou aprontando pra vocês?

escrito por (:Lily:) às 1:58 PM
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Segunda-feira, Julho 11, 2005

Tchan ctahn tchan tchannnnnnnnnnnnnn.................

-Senhor, já voltaram da fronteira senhor! Tudo certo, ele estava lá ¿ Dizia um.
-Príncipe, conseguiu falar com seus pais? ¿ falava mais baixo outro.
-Aqui está uma mensagem da sua mãe, ela quer te ver ¿ Informou um terceiro.
Todos pareciam afobados, principalmente um homem pequenininho que ficava andando de um lado para o outro, fazendo comentários como:
-Isso não é bom.
Ou:
-Sua mãe vai pirar!
Ou também:
-Vou pedir asilo em Buraco!
Mas o homem importante o acalmava:
-Calma, num é culpa sua. Todos sabem do seu esforço em encontrá-lo. Só vim aqui ajudar. Afinal, já faz dois anos.
¿Quer dizer que esse cara alto é um príncipe?¿ Se perguntou Gisele. ¿Nem parece... o que será que ele está fazendo aqui, com esse séqüito de pessoas? A fronteira? O que será que há nela?¿.
Foi então que sua ficha caiu. ¿O cortejo na trilha. Deve ter ocorrido algo lá!¿.
Correu em direção a ela. Cortou caminho pelo parque, entrou na trilha, correu mais e chegou à cabana. A porta aberta, coisas espalhadas no chão e nada de Plínio.
Muitas coisas passaram pela sua cabeça. ¿Seria ele algum tipo de fugitivo do reino? Guardaria ele algum segredo de Estado? Por isso estava tão carrancudo...¿ A noite deveria chegar em algumas horas, mas não podia deixá-lo lá.
Recolheu suas coisas na casa e voltou pela trilha para a cidade. Procurou na cadeia e nada. No hospital e nada. Por fim, foi à praça, saber se alguém havia visto passar um cortejo real.
Sim, muita gente. Ele fora para a capital, Rei de Paus.
Como Gisele iria para a capital? Não conseguiria voltar para a trilha a tempo.
Ainda desesperada, mas mais calma, resolveu ir para uma hospedagem, descansar. Lá, o único assunto era a volta do príncipe.
Um homem alto, jovem e muito barbudo estava feliz do príncipe ter voltado, depois de dois anos fora do Reino.Gisele juntava as peças: Plínio também era um príncipe que viajara para fora de seu reino. Mas ele não parecia ser odiado. Todos falavam com muita alegria dele. Ela então pergunto ao barbudo, que descobriu ser o dono da hospedagem.
-Olá, sou nova no reino. Gostaria de saber, quem é esse príncipe? Por que ele estava fora?
-É o príncipe Plínio Pedro, o segundo na sucessão. Ele saiu tem dois ano e ninguém tinha notícias dele. Num sei porque viajou, acho que a passeio. Ainda bem, ele parecia muito estressado da última vez que vi.
-Estressado? Por que?
-Bom, o Rei ¿ todo o bar exclamou em tom solene ¿Longa vida, nosso soberano!¿ ¿ bom, ele era contra, mas sua mãe, aquela megera, queria que o príncipe entrasse pra Igreja, mas o príncipe num queria de maneira alguma. ¿ diminuiu a voz para falar e aproximou-se da princesa ¿ diz o povo que ele tá apaixonado por alguma camponesa. Mas num sei se é verdade... Tem gente que inventa qualquer coisa sobre a Família Real quando o assunto pra fofocas se esgota.
O rosto de Gisele se anuviou. ¿Apaixonado por uma camponesa? Eu então não era a única em sua vida?¿ E pensar que viajara com ele todo esse tempo, pensando ser recíproco o seu amor. A trilha se foi e ficara para trás por ele, aquele tratante. Ela lá toda preocupada, ele só voltando de férias, para os braços de sua amada.


É, ela tá p*** da vida... mas fazer o que? terá ela razão??

escrito por (:Lily:) às 9:57 PM
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Sexta-feira, Julho 01, 2005

Oh, desculpe o atraso do post...... me esqueci q tinha que postar isso aqui! ;oP

E ele nem esperou ela responder. Aprendeu. Jogaram, se divertiram a manhã toda. Pela tarde, foram à cidade, Gisele ensinou Vinte e um a Plínio, que aprendera com sua mãe quando era pequena. Não gostava muito, mas a remota possibilidade de jogar outra coisa que não xadrez já era boa o bastante. Depois, sua mãe se esqueceu totalmente de seu jogo-natal e ficava horas na frente do tabuleiro de xadrez, formulando estratégias e dormindo. Vinte e um era dinâmico demais para ela. Gisele nunca mais jogou esse jogo de cartas, por falta de gente, mas só até agora...
Quando cansaram, tomaram um chocolate quente no Café da praça, ela comprou um baralho com o verso desenhado com os ícones do Reino. Voltaram, armaram a paciência inventada por Plínio e jogaram até o sol se pôr.
Foi a estrada começar a andar e Gisele pensar na primeira noite que passaram em claro.
Há um tempo gostava de Plínio mais que como amigo. Mas não tinha coragem de fazer nada sobre o assunto. Hoje estava decidida: falaria com ele.
O jogo se desenrolava à luz da Lua Cheia, magnânima, testemunha dos dois. Gisele pôs sua mão sobre a dele quando foi comprar uma carta, e não a tirou de lá. Atitude corajosa para uma princesinha que só tinha irmãs em casa. Mas ela tinha que arriscar. Ele a mirou e ela viu que sua atração era recíproca. Ainda bem.
Foi durante a lenta viagem da estrada que se encontraram.
Os dias se desenrolaram em puro namoro. Conheceram mais lugares interessantes, jogaram mais paciência em dupla.
Mas a alegria estava durando demais. Quanto mais perto chegavam do Reino de Paciência, mais animada ficava Gisele e mais sisudo ficava Plínio. Algo o incomodava, mas ele não falava o que era.
Chegando na primeira cidade de Paciência, Plínio não quis nem ir até o povoado, estava mal humorado e meio encolhido na cama. E não era por causa do frio, já que a lareira esquentava bem a cabana.
A estrada estava cercada de árvores com folhas amarelas. O outono seguia seu curso, o frio ficava maior. Gisele nunca sentira frio tão grande, já que morava bem ao sul do continente. Mas não era uma sensação ruim, era até reconfortante, lembrava que estava longe de casa e dos chatos dos súditos.
Quando saía da trilha, um cortejo abria caminho para passar. Uma carruagem belíssima, parecia feita de cartas de baralho. Havia muitos cavalos e alguns soldados. Ela ficou curiosa, mas o cortejo não parou e continuou o caminho pela trilha, em direção à cabana.
Foi à cidade e não pensou mais nisso. Ela era linda. As casinhas todas parecidas, uma de telhado preto, outra de telhado vermelho, intercaladamente.
Na lojinha na rua ao lado da pracinha, muito baralhos de todos os feitios, como em todo o norte do continente, além de muitos diagramas ensinando maneiras variadas de jogar paciência. Comprou alguns diagramas e um baralho de verso azul turquesa.
O dinheiro há muito tempo não era aquele que ganhara na aposta em Peças Pretas ao Centro, no reino de Gamão. Ela tentava resolver sempre algum desafio de lógica quando havia oportunidade, e ganhava dinheiro quando acertava. Era muito boa com desafios matemáticos. Era o que fazia em casa quando ainda não descobrira a Paciência ou a torre lá no alto. Havia muitos livros de matemática na biblioteca. Seu favorito era ¿O diabo dos números¿.
Além disso, uma ou outra vez, Plínio lhe comprara algum souvenir. O que a nossa princesa errante não podia deixar de fazer era jogar com algum cidadão da cidade que visitava e comprar o jogo característico de cada reino. Mesmo agora, na região de Baralho, onde todos os jogos eram com cartas, ela comprava um baralho que mais lhe lembrava o reino. Dessa maneira, conhecia o jogo tradicional de cada uma e as pessoas também, além de se lembrar com carinho de cada reino. Era interessante notar como sempre havia alguém disposto a jogar com ela e ensiná-la. Parecia mágica. Ou boa vontade geral.
Depois Plínio a explicara que cada cidade tinha um ¿guia joguístico¿, que ensinava aos visitantes o jogo tradicional do reino. Como ela poderia saber? Ficava sempre dentro do castelo, evitando peças de xadrez na janela ou jogando Paciência, depois que James lhe ensinara.
À tarde, Gisele passou na frente de um prédio do governo e viu um alvoroço nos jardins. Muitos cavalos, soldados e alguns homens com roupas civis, todos se dirigindo a um homem alto de chapéu quadrado, cavanhaque e cabelos encaracolados castanhos, um rosto preocupado. Todas as pessoas pareciam se dirigir a ele."

Oh, o que acontecerá agora?????????
Não percam as cenas dos próximos capítulos.....

escrito por (:Lily:) às 7:38 AM
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Sábado, Junho 18, 2005


desculpe a demora.. mas aparentemente ninguém ficou bravo... hehehehe




Observaram o caminhar da trilha durante toda a noite. Quando a estrada parou, desceram. O sol se levantava no leste, atrás de um carvalho frondoso. Gisele foi até ele e subiu. Lá em cima, pôde ver o vilarejo próximo. As casinhas todas retangulares, com chaminés dispostas de maneira estranha, pareciam que formavam alguma lógica, que mais tarde percebeu que imitavam as peças de dominó. Plínio estava lá, caminhando pela trilha. Ela desceu e correu atrás dele.
-Ei! Onde você está indo?
-Ah, a gente tem que comer, né? Já esquecemos o jantar ontem. Vi uns cogumelos pro lado de cá. Você pode assar um pão na casa?
Ele parecia querê-la de volta na cabana. Estranho... Mas ela estava com fome, logo não se objetou ou fez conjecturas. Ele voltaria com os cogumelos e seria um ótimo café da manhã.
E o dia correu. Foram ao povoado, Gisele aprendeu a jogar dominó na porta do templo com uma velhinha simpática. Comprou um jogo para si na lojinha da praça. Era de madrepérola, pequenino. Voltaram no fim do dia, cansados e com sono.
E assim passaram os dias. Nenhum perguntava ao outro de que reinos eram. O assunto era sempre a viagem, como foi a visita à cidade anterior, qual seria a próxima. Assim, percorreram o continente até o extremo norte. Visitaram muitos reinos e Gisele aprendeu inúmeros jogos diferentes. Adorava poder escolher o que jogar, não ficar presa a apenas um jogo. Mas ela sentia falta de jogar Paciência. Já fazia alguns meses que não o fazia.
O clima estava frio, apesar de ainda ser verão. Ele já estava no fim e a estrada seguia lentamente porque Gisele arrancou um pé velho de alface que aparentemente era a morada preferida dos duendes. Nada os fez andar depressa, logo se acostumaram com o novo ritmo mais vagaroso da viagem. O casaco que Gisele comprou em Gamão se fazia útil de noite.
Estava em Vinte e um, o reino de sua mãe. Gisele sentia saudades de James e seus conselhos. Mas ele estava longe, no Sul, provavelmente jogando Xadrez com sua mulher, coitado.
Sem querer, na manhã que chegaram a Vinte e um, Gisele falou:
-Esse é o reino de minha mãe..
-Sério? E porque cê estava tão longe, lá no país de Damas? Seu pai é de lá? ¿Plínio perguntava com curiosidade. Estranho, a primeira vez que falavam nisso.
Gisele resolveu não mentir:
-Meu pai é de Xadrez. Casaram-se lá.
-Ah, entendi... ¿ ele parecia pensativo. Algo o incomodava. Mas a nuvem saiu de seus olhos e Gisele perguntou.
-E você?
-Meus pais são de Paciência, a Leste daqui.
-Você joga Paciência? ¿Ela perguntou animada. Como, esse tempo todo sem ela saber!
-Claro, eu adoro! Sempre vou pruma pedra na trilha jogar de manhã. Por que? Você sabe jogar? ¿ Plínio se animava um pouco mais e já se levantava até sua trouxa.
-É meu jogo preferido! E eu sem jogar para não te incomodar... Se importa de eu armar um jogo aqui na mesa?
-Só se você jogar comigo. ¿Seu tom era de desafio, empunhava dois baralhos de carta nas mãos.
-Com você? ¿ Gisele estranhou ¿ Mas Paciência se joga sozinho!
-É aí que você se engana. Paciência é um bom jogo porque tem versões individuais e em dupla. Em Paciência, desenvolvi uma maneira de jogar em dupla totalmente nova. Quer aprender?


ah!
numn consegui partir isso de forma satisfatória.. vai ficar assim mesmo.
de novo, se estiver demorando a postar ou achar q num é necessário ler aqui, manifestem-se. Ou paro com isso já.
Pode fazer isso aqui ou no meu outro blog, your choice.

inté uma próxima!

escrito por (:Lily:) às 3:46 PM
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Sexta-feira, Junho 10, 2005


Sentiram a minha falta??

hehehehehehehehe...

vamos ao que interessa..


Mais um dia amanhece. Um pouco mais de frio, uma leve chuvinha, mas nada muito exagerado, já que era começo de verão.
Gisele não tinha saudades de casa, mas queria jogar um pouco de Paciência... sentia saudades daquela cartas de cores intercaladas se encaixando e voando de sua mão, como se fosse mágica (ela era muito poética.. na verdade as cartas não voavam realmente, ela que as movia muito rápido).
Plínio saiu, ela ficou. Espalhou suas cartas de baralho na mesa e começou a jogar. Jogou, jogou tanto que não percebeu as horas passarem.
Plínio voltou na hora do almoço. Gisele não teve tempo de esconder as cartas. Não queria jogar perto dele para não despertar perguntas sobre onde ela haveria aprendido a jogar Paciência. Sabe-se lá de onde ele era... De Xadrez que não era, por causa do sotaque, mas se ela perguntasse, ele faria a pergunta de volta, e ela não queria mentir. Mas ele nem notou as cartas, entrou distraído e foi fazer algo no fogão.
-Ovos mexidos e ora pro nobis! Que tal? ¿ ele ofereceu. ¿ Ainda estamos no Reino de Gamão, amanhã chegaremos em Dominó.
Pela tarde, um homenzinho baixo chegou à cabana.
-Olá, gostaria de saber se o próximo Reino dessa estrada é Xadrez...
Gisele sentiu seu coração palpitar. Seria ele um dos cidadãos que a odiava?
-Sinto muito ¿ respondeu Plínio ¿ Ela passou pela capital Rei D1 há quatro noites.
-Então a estrada vai para o norte? ¿ O baixinho perguntou um pouco irritado
-Infelizmente para você, sim.
O homem voltou pela trilha, resmungando. Nem agradeceu, o mal educado.
Gisele se sobressaltou. A simples menção de seu mal quisto reino lhe dava uma sensação estranha no corpo. ¿Como eles tiveram a desconsideração de me esquecer?¿ ela pensava.
-Mal educado esse sujeitinho, certo? ¿ Perguntou Plínio, com seus olhos nublados fixos na estrada. ¿ Você conhece o Reino de Xadrez?
Gisele balançou a cabeça em sinal negativo, sua consciência pesou, mas o que fazer? Contar que era a princesa renegada de um país chato e metódico?
-Povinho muito esquisito pro meu gosto. Xadrez é um jogo muito estranho pra mim. Todas aquelas peças com funções diferentes, tensão o tempo todo por causa das estratégias. Não, definitivamente prefiro p... ¿ Plínio parou abruptamente e continuou com um tom de voz mais calmo e triste ¿ perder a ganhar nesse caso.
-Ah, eu também. Tomei antipatia por esse jogo no momento que o conheci. Mas chega de falar de coisas desagradáveis. Topa uma partida de Gamão, em despedida deste reino?
E jogaram até tarde. O sol se pôs e ninguém notou. De repente, a estrada começou a tremer. E tremia de uma forma muito estranha, subindo e descendo, como uma onda. Gisele foi até a janela e viu a coisa mais bela de toda sua vida: a estrada estava caminhando, na verdade, flutuando entre a floresta. Levava consigo a cabana, mas as árvores passavam rápido, como quando a gente galopa a cavalo, mas sem a pulação, é claro. Só um leve tremido e um movimento para cima e para baixo. A casa parecia flutuar sobre a terra. Gisele viu uns duendes na frente da estrada, com um pozinho mágico na mão e muita animação, correndo de um lado para o outro. Faziam a estrada se mexer e se divertiam. Plínio chegou até a janela:
-Bonito, não é? Nas primeiras noites de viagem, fiquei acordado vendo a estrada viajar. Os duendes moram na horta, por isso devemos manter ela bem cuidada, se não se zangam e fazem a estrada demorar mais a chegar. ¿ ele se exaltou e apontou para o horizonte, uma coisa que parecia uma linha vermelha - Veja! Lá vem a fronteira com Dominó!
A fronteira era um muro baixinho de tijolos vermelhinhos, uma porta toda desenhada entreaberta por onde passaria a trilha. Chegando mais perto, Gisele viu ¿Reino de Gamão¿ gravado nela. E do outro lado, ela pôde observar pela janela na parede oposta quando a cabana passou pela porta da fronteira, estava escrito ¿Reino de Dominó¿.



Que tal?

Não perca as cenas dos próximos capítulos!

escrito por (:Lily:) às 3:01 PM
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Sexta-feira, Junho 03, 2005

De volta, eu estou!
Para postar mais um capítulo dessa história.
Não sei se vale a pena continuar postando isso, se num tiver ninguém lendo. Por favor, preciso só saber se vale a pena continuar, ok?

Era o primeiro povoado fora do Reino de Xadrez que Gisele visitava. Estavam no Reino de Gamão. Era tudo tão diferente. A começar pelo nome dele: Peças Pretas no Centro. Nome mais estranho para um povoado. As casas também tinham uma arquitetura muito mais arredondada que as casas de Torre G8. Além disso, nenhuma delas era de tijolos, todas de madeira.
Gisele logo achou alguém para ensiná-la a jogar gamão na praça central. Fazia muito mais barulho que nas praças de Rei D1, onde o xadrez exigia silêncio absoluto, uma chatice. Havia muitas pessoas jogando gamão nas mesinhas.
Achou o jogo divertido. Diferente do xadrez, mais animado um pouco. Adorava jogar os dados, mas não era lá muito boa. Porém o objetivo não era ganhar, mas aprender. E isso ela estava fazendo muito bem.
Plínio havia sumido novamente, parecia um hábito dele, sair sem avisar.
Na feira local, comprou um casaco simpático, de couro e lã verde. Ficou muito bem nela, combinou com seus longos cabelos castanhos e seus olhos verdes. Resolveu devolver o dinheiro de Plínio assim que pudesse. Havia muitos tabuleiros de gamão à venda, de todos os tipos. Madeira, ferro, papel, chifre e o diabo ao cubo.
Em uma barraca da feirinha, havia um desafio de lógica, quem resolvesse ganharia 100 vezes o número de fichas que apostasse. Como o casaco havia custado 196 fichas, ainda tinha 4 fichas das 200 que Plínio lhe dera. Podia tentar a sorte e restituir o dinheiro dele.
O desafio era assim:
Complete a seqüência de números: 1 ; 100 ; 4 ; 81 ; 9 ; __
-Ora, é claro que o número que falta é 64!
E acertara. A mulher da barraca, muito surpresa e contrariada, deu-lhe as F$400. Os outros cidadãos que observavam a garota não conseguiam acreditar. O desafio estava lá há anos.
-Como você resolveu o enigma? - Perguntou um deles.
-É simples, o primeiro número é o quadrado de um. O segundo, o quadrado de 10. O terceiro, o quadrado de 2, o quarto, o quadrado de 9. O próximo, o quadrado de 3. O seguinte teria que ser o quadrado de 8!
Ouviu-se um grande ¿Aaaaahhhhh.........¿ geral. A garota é realmente esperta, alguns pensaram.
Gisele estava feliz: agora tinha dinheiro para comprar um tabuleiro de gamão e para pagar Plínio.
Foi até a barraca mais colorida da cidade e comprou um jogo feito em madeira, bonito e envernizado, com saquinhos para as peças e os dados. 20 fichas, mais 200 para Plínio, ainda tinha outras 180. Guardou, nunca se sabe quando vai precisar de dinheiro. Era uma princesa falida, afinal de contas. Seu pai não podia mias sustentá-la e ela nem queria isso.
Plínio apareceu com dois pedaços de torta de frango, um era para ela.
-Obrigada, Plínio! Onde você estava?
-Ah, fui andar por aí. Achei um lugar ótimo pra consertar meus sapatos. E comprei mais sementes pra horta detrás da cabana.
-Realmente, temos que cuidar dela se formos ficar muito tempo viajando. ¿ Gisele viu uma sorveteria ¿ Venha! Vamos tomar um sorvete!
Compraram dois: framboesa e nozes com chocolate. Gisele não gostava muito de framboesas.
Conversaram mais passeando pela cidade. Jogaram gamão. Voltaram para a cabana quando faltava pouco para o sol se por.
-Não podemos ficar fora da cabana à noite, senão perdemos a trilha. ¿ disse Plínio, enquanto corria pela trilha. ¿ e mais: não podemos ficar o dia todo como hoje, podem aparecer outras pessoas e mexer nas nossas coisas.
-Nossa, é mesmo, não havia pensado nisso. É seguro deixar nossas trouxas lá?
-Bom, ninguém pode tirar nada de lá se não for ele quem colocou. Mas podem mexer, bagunçar, esse tipo de coisa.
Voltaram a tempo. Nada de diferente na casa. Tomar banho, jantar e dormir.
-Onde será que estaremos amanhã? ¿ perguntou a princesa já na cama.
-Ah, com certeza mais ao norte, Chegando em Dominó, talvez.
¿Dominó... a viagem será interessante¿, pensou Gisele.


Muito interessante......

escrito por (:Lily:) às 1:40 PM
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Domingo, Maio 29, 2005

estou aqui pensando se devo ou não atualizar esse blog e postar mais uma parte da história....
será?

será?

será?

Acho que sim, afinal, a curiosidade daqueles que ainda não leram e daqueles que leram a versão não uploadada deve ser grande. nunca gostei muito de suspense...
acho que postarei uma parte a cada dois dias.


com vocês, a próxima parte!


-Opa! Como é que tá? Tudo jóia? ¿ disse olhando para a princesa.
-Ahm, tudo bem. ¿ disse desconsertada. Olhou para dentro da cabana, parecia arrumada e espaçosa ¿ Você mora aqui?
-Na verdade não, só de passagem. E ocê? O que faz nesse fim de mundo?
¿Só de passagem?¿ A princesa pensou. ¿Passagem de onde para onde, se a trilha acaba aqui?¿.
-Estou a passeio. Queria fugir um pouco da confusão do festival de verão.
-Já é verão? Meu Deus, o tempo voou! ¿ disse ele com expressão confusa. Ele parecia ser muito distraído ¿ Bom, quer tomar café da manhã comigo? Estou indo colher framboesas.
-Café da manhã? Mas o sol já está se pondo! Se me deixar ficar durante a noite aqui, faço uma sopa deliciosa com as verduras dessa horta detrás. Topas?
-Jantar? Acho que dormi demais... ¿ disse coçando a cabeça - Tudo bem, entre, entre.
A princesa assim o fez e mirou o interior da cabana: uma lareira na direita, uma cama ao lado, uma mesa no centro, três cadeiras, fogão do outro lado e um pequeno cômodo ao fundo que devia ser o banheiro.
Deixou sua trouxa na mesa e foi direto para fora da casa. Colheu o necessário para uma sopa de verduras. Seu vestido ficou todo sujo, mas ela não ligava: não tinha mais que se importar em ser um bom exemplo para os ingratos súditos. Até gostava de mexer com o jardim.
O jovem apareceu na porta da casa e a chamou.
-Você parece expert em sopas. Qual o seu nome, aliás? Já te perguntei antes?
-Na verdade não. Me chamo Gisele. E você?
-Ora, prazer! Me chamo Plínio. Precisa de ajuda para levar esses legumes? ¿ Ao dizê-lo, já pegava o que a princesa colheu e levava para dentro da cabana, seguido por Gisele, que tentava se limpar um pouco da terra da horta.
Lá dentro, ela tirou a panela de sua trouxa e acendeu o fogo. Plínio saiu com olhar pensativo. Gisele nem notou que ele havia deixado a cabana.
A sopa já estava quase pronta quando Plínio voltou. Trazia amoras. Abriu sua trouxa, que estava embaixo da cama, tirou farinha, açúcar e outras coisas. Gisele só viu entrar uma espécie de massa dentro do forno do fogão.
De repente, o jantar estava pronto. Sopa de legumes e torta de amoras de sobremesa.
Conversaram muito, sobre tudo e sobre nada. Dormiram, ele ao lado da lareira, ela na cama.
Pela manhã, Gisele notou algo diferente na paisagem da janela. Tinha certeza que aquele cipreste não ficava na beira da estrada.
Comentou o fato com Plínio e ele se espantou.
-Uai, cê num sabe que essa é uma Estrada Errante?
-O quê?
-É, essa estrada caminha sozinha, pelo continente todo. A casa é pra quem quer viajar com ela. Num é possível que cê num conhece. O melhor meio de locomoção se ocê não tem pressa de viajar!
-Nossa, jurava que era só uma estrada! E para onde ela está indo?
-No momento, pro norte. Por isso, se quiser seguir viagem e não tiver um casaco, melhor comprar na cidade no fim da estrada. O bom é que a trilha sempre termina em uma cidade. Muito conveniente se quer conhecer a região e fazer umas comprinhas no meio do caminho.
-Obrigada pelo aviso, acho que vou mesmo. Para onde você quer ir que não tem pressa de chegar?
-Para casa. ¿ assim Plínio disse. Foi até sua trouxa, abriu e pegou algum dinheiro. ¿ Isso é para você. Se quiser voltar para casa, ainda estamos perto. Na próxima noite a estrada andará mais e será mais difícil voltar. Pegue esse dinheiro e compre um cavalo ou algo assim, cê voltará mais rápido.
-Acho que vou ficar por aqui mesmo. É verão, afinal. Não tenho nada que me impeça de viajar. A não ser que você não goste de minha companhia...
-Quê isso! Vamos pra cidade comprar seu casaco!
E foram.



como será a cidade?
A trilha vai levar a princesa e seu novo amigo a lugares seguros?
Eles sebreviverão à viagem comendo somente sopa?
Como a estrada viaja? alguém já se perguntou isso?
tchan tchan tchan tchan.. [trilha de suspense de faroeste no fundo] não percam o próximo capítulo!

escrito por (:Lily:) às 6:36 PM
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Sábado, Maio 28, 2005

Atenção!
Outra parte do conto. Quanto tempo levará para eu postar tudo? tchan,tchan,tchan,tchan.........


Não, porque ele também não gostava de xadrez. Só não conte isso para ninguém. Ele nunca contou, nem para a princesa. Nem para o travesseiro antes de dormir. Nem para sua mulher, que adorava xadrez e o fazia jogar com ela todas as noites. James admirava a princesa por ela ter tido a coragem de falar em alto e bom tom que não gostava de xadrez.
Agora, ele queria ajudá-la. Fazê-la ser feliz. O primeiro passo já estava dado: todos se esqueceram dela.
Um ano depois, no décimo oitavo aniversário da princesa, à noite, James não trouxe o leite antes de dormir para a princesa.
Ela nem percebeu, estava entretida demais com uma última partida de Paciência particularmente espinhosa. Mas, duas horas da manhã, James apareceu com uma trouxa de roupas, um mapa e uma chave:
-Você deve viajar até Torre G8, - disse ele à princesa - na extremidade mais a noroeste do reino, e morar na casa ao lado da floresta que separa o Reino de Xadrez do Reino de Damas. Lá ninguém vai saber quem você é e poderá viver em paz, como se nascesse de novo.
-Muito obrigada James ¿ disse a princesa com voz descompassada ¿ você sabe que tudo que eu quero é andar por aí livremente, por mais que goste de Paciência.
Então a princesa rumou para noroeste em um cavalo, com um véu cobrindo o rosto, chegando à Torre G8 no final do dia. O caminho não foi muito difícil, era longo, mas vazio. Nenhum súdito a incomodou perguntando quem era.
A casa que James arrumara para ela era como qualquer outra no povoado: telhado de madeira, paredes de tijolos de cor clara alternados com de cor cinza, dois cômodos, cozinha com fogão à lenha, quarto com cama macia, banheiro limpo. Nada de extravagância castelesca. Nada de criados por toda parte, só ela e ela.
A quietude durou dois meses. Foi o verão ameaçar chegar para a paz acabar. O campo ao lado da floresta era na verdade um gigantesco tabuleiro de xadrez onde os cidadãos jogavam grandes partidas de xadrez e damas humano, em uma extrema confraternização com o reino vizinho. Começaram a chamar a nossa princesa, agora simplesmente Gisele, e não G-isele Black Jack Xatreng, para jogar no campeonato da cidade. Mas ela não queria saber de xadrez de novo!
Fez sua trouxa (pedra de pederneira, estilingue, dois vestidos, roupa de baixo, um par de brincos, dois baralhos e uma panela ¿ a princesa era muito precavida...) e entrou em uma simpática trilha no fundo de sua casa depois no almoço, furtivamente na hora do começo do festival de verão.
A trilha era muito simpática realmente. Um córrego seguindo-a do lado direito, algumas clareiras aqui e ali, muitas árvores com cheiros agradáveis, bichinhos pequenos e fofos cruzando o caminho de vez em quando.
Um pouco antes do anoitecer, o sol já baixo, a trilha termina. No fim dela, uma cabana pequena de janelas de madeira e telhado de telhas amarelas.
¿Pronto ¿ a princesa pensou ¿ fim da linha, terei que voltar para o povoado.. acho bom poder dormir aqui e voltar amanhã, já está ficando tarde¿.
Aproximou-se da cabana e, quando já estava indo girar a maçaneta da porta, ela se abriu.
Estava à porta um jovem alto, de cabelos castanhos encaracolados e olhos cinzas, o pensamento tão distante quanto o Reino de Ludo. O homem se assustou ao notar que havia alguém em frente à porta.


Hum, quem será esse cara? Para onde a princesa irá daqui?
Alguém sabe o que vai acontecer?

escrito por (:Lily:) às 12:03 AM
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Terça-feira, Maio 24, 2005

Hum, novo texto que nasceu de um post de meu outro blog, Eu sou atoa.
Acho que ficou legalzinho....

Primeira parte...


A princesa enxadrista e sua infelicidade


Era uma vez uma menina que não gostava de jogar xadrez.
Não haveria nenhum problema nisso se ela não fosse uma princesa do Reino do Xadrez.
Ela era odiada por todos os cidadãos do reino, uma coisa horrorosa. Alguns jogavam Peões e Bispos nela. Outros, mais ousados, atiravam Rei e Rainhas. A pobre princesa era obrigada a cobrir os longos cabelos castanhos e seu rosto triste com um véu, para não ser reconhecida, coitada.
Ela era muito infeliz, até que ela descobriu a Paciência. Simplesmente adorou o jogo onde não era necessário mais que ela e um baralho. A princesa ficava na torre mais alta e mais vazia do castelo, jogando por horas e horas, só parando para ir ao banheiro no cômodo ao lado. Ela sae mudou para a torre, evitando ser incomodada, e até comia suas refeições naquele aposento. Nada a tirava de lá.
Com o tempo, os cidadãos do reino foram se esquecendo daquela ¿princesa negra¿ da Família Real. Alguns pensavam que ela tinha se casado com algum príncipe de um reino distante. Outros pensavam que ela havia morrido. Outros nem pensavam no assunto, simplesmente gostavam que ela não estivesse mais por perto.
Até seus pais se esqueceram dela. Eles eram tão ocupados com os problemas do reino, com tanta coisa pra resolver, que o fato de uma das suas oito filhas, a mais rebelde de todas, não estivesse presente à mesa não era um fato de preocupação. Talvez ela estivesse dormindo no quarto, tentando jogar xadrez ou algo que o valha. Não ter ela por perto era menos um problema para lidar.
O rei não era má pessoa. Seu pai, Amadeu Xatreng I, unificou os reinos das peças brancas e negras com seu casamento com a princesa do Reino de Peças Negras Unidas, que gerou o primeiro filho advindo dessa união pacífica. Depois ela morrera acidentalmente ao cair de uma escada, perdendo também o seu segundo bebê, mas a união estava feita e Amadeu Xatreng II era a personificação da paz e tranqüilidade no Reino do Xadrez.
A Rainha também não era má. Estava sempre com sono, é certo, mas jogava xadrez muito bem. Ela sempre vencia seus oponentes pelo cansaço, já que demorava cinco dias para realizar um movimento, se estivesse ágil, mas quem discutiria com a rainha e a mandaria jogar mais depressa? Seria uma insolência e com certeza resultaria em decapitação.
Na verdade, era o que o povo pensava, porque a rainha Doisberta (segunda filha dos reis do reino de Vinte e Um) não era capaz de machucar uma mosca, apesar de já ter sido vista fazendo atrocidades com formigas em um piquenique. De qualquer forma, ela não notava se estava de pijamas ou não, iria notar se uma das filhas estivesse faltando?
A única pessoa que sabia o real paradeiro da princesa era o mordomo James (clichê, não?). Ele a presenteou com um baralho em seu décimo sétimo aniversário. Ele a ensinou a jogar Patience (como ele chamava o jogo Paciência, como todo bom inglês legítimo). Ele a mostrou o caminho para o quarto mais alto da torre mais alta do castelo. Ele levava seu café da manhã, seu almoço, seu jantar e seu leitinho antes de dormir lá no alto da torre todos os dias. Ele a acobertou quando suas irmãs perguntaram por ela, empunhando ameaçadoramente um tabuleiro de xadrez.. O povo fez o resto. Não é preciso fazer tudo, afinal.
Por que? Por que, vocês me perguntam, por que o mordomo fez isso?
Porque ele a amava?
Porque ele a odiava e não tinha coragem de matá-la?
Porque ele era louco?
Porque ele simplesmente odiava que Peões e Bispos fossem desperdiçados quando atirados na princesa?


continua.....

escrito por (:Lily:) às 11:26 PM
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Domingo, Fevereiro 27, 2005

Esse outro texto é o que eu vou mandar pra Comunicação, pra por no jornalzinho do Colégio Santo Antônio.
por favor, escreva uma crítica!!

A Prova

Passei tanto tempo fazendo redações sobre temas esdrúxulos, pensando em reações entre ácidos e bases, em fórmulas de gravitação universal, em genótipos e fenótipos, em fenômenos meteorológicos e no Antigo Regime, tudo para fazer uma boa Prova.
É, prova com ¿P¿ maiúsculo, porque não era uma simples prova, como não eram simples matérias. Era A Prova Final, o juiz pra ver se estava apta ou não a entrar para a UFMG. A matéria englobava TUDO que aprendi nos últimos três anos de minha vida.
Foram três anos de muita dedicação. De malabarismos pra tentar conciliar estudo, aulas de teatro, atividades do grêmio e reuniões do Ipsis Litteris, porque eu não ia desistir da vida pra passar numa prova, mesmo sendo A Prova. O Kafunga (odeio dizer isso) estava certo: não se estresse, arranje uma atividade fora o estudo, senão você explode e não consegue nem fazer a Prova de tão nervoso. Ou tem um ataque do coração antes Dela.
Na hora da Prova, já sentada na minha carteira, veio a ansiedade, a insegurança. ¿Será que eu sei tudo que preciso? Devia ter estudado mais o Período da Ditadura...¿. Mas depois relaxei, porque apesar de ser A Prova, não era mais difícil que as outras que tinha feito no Santo Antônio. Eu tinha toda a capacidade de ir bem, se mantivesse a calma.
E... depois de tanta pressão, acabou! Acabou mesmo! Eu consegui entrar pra UFMG!
É inacreditável, mas é verdade. Todo mundo que quiser, passa. Mesmo que demore um pouco mais. O que vale é a determinação e tranqüilidade de cada um.

escrito por (:Lily:) às 5:54 PM
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Existe vida depois do vestibular?

Ainda não estou acreditando que passei no vestibular.
Passei tanto tempo lendo livros esquisitos os quais nunca tinha ouvido falar, fazendo redações sobre temas esdrúxulos, pensando em reações entre ácidos e bases, em fórmulas de gravitação universal, em genótipos e fenótipos, em características do antigo regime e em fenômenos meteorológicos, tudo para fazer uma boa Prova.
É, prova com 'P' maiúsculo, porque não era uma simples prova, como não eram simples livros ou simples matérias. Era A Prova Final, o juiz pra ver se estava apta ou não a entrar para a singela Universidade Federal de Minas Gerais. A matéria englobava TUDO que aprendi nos últimos três anos de minha vida, excluindo banalidades, como trigonometria e números complexos - ainda bem, porque nunca fui muito boa com senos e cossenos e não me lembro mais o que é uma cotangente, quiçá uma representação trigonométrica de 'z = 4 + 5i'.
Foram três anos de muita dedicação. De malabarismos pra tentar conciliar estudo, aulas de teatro, atividades do grêmio e reuniões do jornal, porque eu não ia desistir do lazer pra passar numa prova, mesmo sendo A Prova. O Kafunga (odeio dizer isso) estava certo: não se estresse, arranje uma atividade fora o estudo, senão você explode e não consegue nem fazer a prova de tão nervoso. Ou tem um ataque do coração antes dela.
Depois de tanta pressão, acabou! Acabou mesmo! Eu consegui entrar pra Comunicação Social! Existe vida depois do vestibular! Sou a prova viva disso!
Mas... E agora?

escrito por (:Lily:) às 5:01 PM
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